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Museu Arqueológico de Serpa (Serpa)

Em 1984, na sequência da actividade desenvolvida pelo núcleo de arqueologia do Centro de Cultura Popular de Serpa, o Museu Arqueológico foi instalado na antiga casa do governador da Praça, situada na alcáçova do Castelo.

O projecto contou com a colaboração do arquitecto Mário Varela Gomes.

O museu apresenta uma exposição permanente de materiais arqueológicos que abrangem um vasto período cronológico – do Paleolítico inferior à época islâmica -, oriundos, na sua maioria, da área geográfica do concelho.

 

A Idade dos Metais está representada com materiais oriundos de S. Brás I, do Moinho da Misericórdia e do Castelo de Serpa.

As peças datadas do período romano foram encontradas na Torre Velha, na Cidade das Rosas, no Monte Branco, na Quinta de D. Luís, no Monte dos Alpendres e na cidade de Serpa.

No que diz respeito aos materiais islâmicos, a sua proveniência situa-se na Cidade das Rosas e no Monte Zambujeiro.  

O Período Romano em Serpa e Fines

Para os arqueologos Conceição Lopes e Pedro Carvalho a região de Serpa e Vila Verde de Ficalho(Fines na época romana), pela importante posição que ocupavam no eixo da grande via pública Pax Iulia (Beja) – Onuba (Huelva), terão sido aglomerados urbanos secundários do vasto território da civitas de Pax Iulia.Estes dois sítios, com vestígios arqueológicos que lhes conferem uma certa importância, poderão corresponder a mansiones , ou seja, estações de muda e pousadas para acolher viandantes no termo de uma jornada. Esta hipótese é sugerida pelo facto de distanciarem entre si cerca de XX milhas (29,3 km), extensão que, nessa época, se inscreve dentro dos limites geralmente preconizados para um dia de marcha.

No termo do concelho, as villae , propriedades de 200/400 ha, localizavam-se, maioritariamente, em suaves encostas, próximo de barrancos, nas áreas de solos com boas aptidões agrícolas, próximo das vias principais ou com fácil acesso a estas.

Por seu turno, os casais, unidades autónomas de exploração familiar, em média de 50 ha, surgiam na transição dos solos de boas aptidões agrícolas para os solos pobres, em áreas onde o relevo se tornava mais ondulado, ocupando aí, quase sempre, o topo de cabeços.

Relativamente às villae posicionavam-se na sua periferia, desenhando como que uma cintura entre os terrenos ocupados por estas e os solos pobres, vazios de povoamento nesse período.

Os pequenos sítios surgem na paisagem em posição bastante homogénea, ocupando, quase na totalidade, o topo de pequenos outeiros. Não seriam pequenas unidades economicamente auto-suficientes mas sim modestas construções afectas às propriedades de villae e casais que tinham a função de servirem as necessidades pontuais das explorações.

Por último, no que se refere às necrópoles, são muito poucas aquelas que se conhecem no espaço do concelho. Apenas os monumentos epigráficos permitem conhecer melhor os mortos na região de Serpa.

E eles apontam no sentido de se haver instalado desde os primórdios da “ocupação” romana gente oriunda directamente da Península Itálica e do Norte de África. Nesse sentido, o termo de Serpa dá exemplo ímpar duma aculturação precoce em que colonos e indígenas e, curiosamente, até o rural e o urbano, se entrelaçam na intimidade.
  
Morada
Alcáçova do Castelo – 7830 Serpa
Horário
Encerrado para remodelação. Horário do Castelo: 09h00 – 12h30 e 14h00 – 17h30
Telefone
284540100

Fax
284540109
E-Mail
geral@mun-serpa.pt

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Raul Losada

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