O Sítio Arqueológico, situa-se na Zona da Fórnea, na Freguesia de Belmonte, junto da Estrada Municipal Belmonte/Caria, nas faldas da Serra da Esperança.
Em 1997, aquando das obras do troço da A23, no Concelho de Belmonte, as entidades competentes responsáveis pela construção da referida via, viram-se confrontadas com a existência deste assentamento de origem romana.
Iniciados os trabalhos arqueológicos, as escavações permitiram identificar cerca de um hectare de ruínas de um assentamento romano.
Nas escavações foram encontradas estruturas relacionadas com fornos, forjas, currais de animais e humildes habitáculos dos servos, evidenciando a presença da parte rústica de uma villa cuja área residencial se localizaria nas proximidades.
A escavação colocou a descoberto uma enorme propriedade de planta rectangular, com pátio interior, entrada lajeada, para além da zona dos celeiros e dos lagares onde foi encontrado um dolium, um grande pote de barro para armazenamento, entre vários tanques onde ainda é visível o revestimento original em opus signinum.
As Termas da Villa Romana
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Foram também descobertas estruturas monumentais pertencentes a uma necrópole que terão sido provavelmente jazigos de família.
De acordo com os técnicos, que efectuaram e estudaram o sítio arqueológico, tratava-se de uma propriedade baseada essencialmente na produção agro-pecuária.
Esta propriedade rural terá albergado uma pequena comunidade auto-suficiente provavelmente constituída por uma família e seus criados. Dos vestígios de construções postos a descoberto, destacam-se as fundações da residência, dos estábulos, das forjas e dos celeiros, tudo organizado em formas quadrangulares perfeitas.
A dividir as duas principais áreas está um caminho de grandes blocos de granito que realça a entrada principal da villa e o pátio, do qual se pode partir para a fundição que ainda guarda escórias de ferro resultantes do fabrico das alfaias agrícolas essenciais ao cultivo das terras.
Do espólio recuperado destacam-se uma moeda, um setércio do tempo do Imperador Adriano, vários pesos de tear, vários dolium que se encontravam originalmente semi-enterrados para manter frescos os líquidos que continham e ainda inúmeros fragmentos de cerâmica sigillata e alguns objectos de ferro. No local também existem duas mós.
O assentamento romano rural, era uma propriedade romanizada nos finais do século II, início do III e foi intencionalmente abandonada no século IV da nossa era, localizando-se em território da civitas dos Lancienses Transcudani (povo que habitava esta parte da Lusitânia), numa zona de forte densidade populacional e concerteza de grande dinamismo económico, pois por aqui passava a via que ligava Mérida a Braga.
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LOCALIZAÇÃO
Site Consultado: www.igespar.pt http://www.arqueobeira.net/belmonte/quintadafornea.htm - Texto de David CaetanoNota: O Projecto «Portugal Romano» agradece publicamente a autorização concedida por David Caetano para a publicações de excertos de textos e fotos incluídos no site: http://arqueobeira.net
Para saber mais consulte:
VILLA ROMANA DA QUINTA DA FÓRNEA I – Filipe João C. Santos Relatório de Progresso sobre os trabalhos arqueológicos desenvolvidos na Quinta da Fórnea I (Belmonte, Portugal). http://independent.academia.edu/SantosFilipe/Teaching/25959/VILLA_ROMANA_DA_QUINTA_DA_FORNEA_I













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Rui Franco
2011/11/05 at 07:11