Esta ermida terá sido construída sobre um templo romano, como o deixam antever os vestígios arqueológicos, nomeadamente algumas pedras com inscrições, incorporadas nas paredes da actual capela, indiciando cultos pré-cristãos.
Em resultado da sondagem e do levantamento aqui realizados em 1988 e 1998, da responsabilidade de Rogério Pires de Carvalho, Francisco José Ribeiro Henriques, João Luís Serrão da Cunha Cardoso e João Carlos Pires Caninas, respectivamente, é mencionado que:
“Verificou-se que a construção sacra existente é constituída por um edifício de uma só nave, com altar-mor orientado para nascente. Para além da descrição arquitectónica do edifício, verificou-se que o actual edifício assenta, de forma evidente, sobre alicerces de um outro, necessariamente anterior; foram deixados em evidência duas inscrições romanas e uma mó e no adro, a par de vestígios de muros, encontraram-se sepulturas escavadas na rocha, uma delas aparentemente in situ.
Da visita efectuada, ficou claro que o edifício se encontra instalado sobre um espaço romanizado“
Quer pelas inscrições existentes, quer por nas proximidades (entre Proença e Medelim) se terem encontrado aras com inscrições referindo-se a Reve langanitaecus (presumível divindade local), quer pelo mencionado Tombo de 1505, se referir que as delimitações da antiga granja se iniciavam ao luzelo, que eram umas pedras brancas em feição de monumento, somos levados a crer que a ermida terá sido instalada sobre um espaço romanizado, o qual no entanto terá, antes disso, servido de palco a cultos das populações autóctones, nomeadamente os egitanienses, cuja principal cidade ficava aqui bem próximo, na actual Idanha-a-Velha.
Localização
O templo situa-se entre a Aldeia de Santa Margarida (3Km) e Proença-a-Velha (5Km), concelho de Idanha-a-Nova, e nos limites do território da Civitas romana Egitania.
Aldeia de Santa Margarida
No lugar da aldeia é possível identificar a existência de vestígios romanos, talvez de uma villa ou vicus.
«Em propriedade que pertenceu ao Sr. Dr. Rolão Preto foi descoberta uma estação romana com alicerces de casas e vasto material romano de onde terão saído, para além de outros achados, as duas lucernas que se encontram no Museu de Castelo Branco. De referir, ainda, a vizinhança de um castro (cota 409m); não apenas anterior ao séc. XII, mas de tempos bem mais longínquos.
Na Rua do Reduto o que será aquilo que resta dum castro. No quintal anexo poderão existir restos dum contraforte, um poço e uma parede com toda a probabilidade de ter feito parte do complexo do reduto.» Em “História da Aldeia de Santa Margarida”(1)*
Na base de dados do património arqueológico – Endovélico encontra-se sumariamente descritos alguns vestígios romanos da Aldeia.
Inscrições romanas
- Ara reutilizada como assento na porta de uma casa.
- Inscrição romana reaproveitada num muro.
Achado isolado
- Fragmento de lucerna. Bico ornado com voltas simples. Pasta esbranquiçada e dura, englobe vermelho-alaranjado, bastante alterado.
- Elementos arquitectónicos, não especificados, de época romana – Vale de Penamacor
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Fonte:
http://sites.google.com/site/aldeiadesantamargarida




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