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Concelho de Arronches (Vila) – “Por terras de Montobriga”

Projecto «Roteiro Romano»
Levantamento de sítios arqueológicos, Museus e Colecções Visitáveis

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Distrito de Portalegre, pertencente na maior parte à região do Alto Alentejo, completando-se com alguns concelhos pertencentes ao Ribatejo.

Limita a norte com o Distrito de Castelo Branco, a leste com a Espanha, a sul com o Distrito de Évora e a oeste com o Distrito de Santarém.
O distrito engloba 15 municípios e 86 freguesias.

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Arronches (Vila)Cidade romana Montobriga

 Tradicionalmente considera-se que Arronches terá a sua origem num possível povoado fortificado talvez da Idade do Ferro. Não há contudo, na vila de Arronches, e até à data, evidências que apontem nesse sentido, cabendo tal tarefa a projectos de intervenção arqueológica que aqui venham a ocorrer. A antiguidade de ocupação neste concelho é conhecida por toda a sua área.

Arronches foi conquistada pelos romanos em meados do séc. II a.C., de novo tomada pela população instalada e de novo reocupada pelas forças romanas, em 45 a.C.

Arronches é apontada como a localização de MONTOBRIGA ou Mundobrica, Mansio referida no Itinerário XV de Antonino.

Este itinerário deveria seguir o percurso do ITINERARIO XVI entre Lisboa e Braga até Santarém, onde atravessava o rio Tejo para Almeirim. A partir daqui a via acompanhava a margem esquerda do rio seguindo o traçado da actual EN118 para Alpiarça. Pouco se sabe quanto à localização das mansiones seguintes, Fraxinum e Montobriga (possível Arronches), pelo que o verdadeiro traçado da via ainda está por desvendar. Na proposta elabora por Pedro Soutinho em «vias romanas de Portugal» (1) para o trajecto a via acompanhava a margem esquerda do Tejo até à região de Alvega, onde Alarcão situa a importante civitas de Aritio Vetus, apesar do itinerário não a mencionar como estação da estrada, rumando depois para o interior em direcção a Ad Septem Aras onde confluía com outro itinerário entre Lisboa e Mérida, o Itinerário XIV descrito acima.

Terá conhecido a ocupação dos povos bárbaros, primeiro pelos Vândalos, em 411, e depois pelos Alanos.

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1.Monte da capela, Mosteiros - Villa romana encontrada e identificada na sequência de trabalhos de prospecção. À entrada deste monte encontram-se dispostas algumas colunas e bases de colunas, recolhidas pelo proprietário aquando dos trabalhos de lavoura, bem como terá sido encontrado na mesma área, um fragmento de um mosaico policromo (Igespar, CNS: 15697)

2. Baldio, Assunção – Povoado pré-romano, ocupa uma área com cerca de 5 ha, numa pequena colina sobre o rio Caia. Os vestígios apontam para a romanização do local. (Igespar, CNS: 1196)

2.1 Baldio, Assunção – «Situa-se na herdade do Zambujal a 9,5 Km de Arronches, a 200m da margem esquerda do Rio Caia e é composta por 5 sepulturas escavadas em pedra de granito, sendo: Duas de criança, com um comprimento de 1,30m, largura de 0, 30m e profundidade de 0,21m, a primeira e a segunda com 1,07m de comprimento, 0,30m de largura e 0,25m de profundidade.

Uma de adulto e de criança escavada no mesmo bloco tendo a de adulto um comprimento de 1,83m, uma largura de 0,53m e uma profundidade de 0,31m; a de criança apresenta-se muito pequena e bastante danificada, com um comprimento de 0, 83m, uma largura de 0,21m e uma profundidade de 0,15m.

Uma de adulto, um pouco danificada com um comprimento de 1,79m, uma largura de 0,42m e uma profundidade de 0,32m.

A cronologia destas sepulturas, frequentes no nosso país, é incerta: Newton de Macedo, refere que elas são no geral, consideradas proto-cristãs, Martins Sarmento refere que estas sepulturas pertencem ao período post-romano e Leite de Vasconcelos põe a hipótese de serem visigóticas.»

4. Via romana ITINERARIO XIV  – OLISIPO / ABELTERIO / EMERITA

Em Arronches, passa a Sul da povoação e a Norte do povoado do Mte. Baldio; continua pelo Mte. de Escarninhos, descendo ao Rio Caia que atravessa no Porto do mesmo nome pela já desaparecida Ponte de S. Bartolomeu, e segue pelo Mte. da Figueira de Baixo, Mte. Branco, Mte. de Revelhos, entroncando na EN371 que passa a seguir pelo Mte. da Calaça e Mte. da Corredoura até Degolados; referência a dois miliários neste troço).

4.1 Monte do Pisão, Assunção – Ponte romana (Igespar, CNS: 17228)

4.2 Porto Mane, Assunção – Vestígios de um troço de via romana. (Igespar, CNS: 17227)

5. Inscrição de Arronches, Vale da Ribeira da Venda, “Monte do Coelho” – Uma rara inscrição em língua Lusitana foi encontrada em 2008 nos arredores de Arronches.

Trata-se de um dos tês documentos conhecidos escritos em língua lusitana encontrados até ao momento em território português, embora de difícil leitura, é possível perceber que se trata do registo que alguém, provavelmente um proprietário de gados, que oferece em sacrifício a várias divindades indígenas, entre elas Banda, Reva, Munis e Broeneia, anima como ovelhas e porcos, solicitando a essas mesmas divindades que lhe aceitem o sacrifício.

(http://www.portugalromano.com/2011/01/inscricao-em-lingua-lusitana-arronches/)

6. Villa romana – Coutada, Arronches  – Mosaico Romano encontrado nas Coutadas de Arronches, aquando da plantação do olival no início do séc. XX.

Este importante achado arqueológico foi doado á Biblioteca de Elvas, o que certamente contribuiu para a sua preservação.

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(1)    http://viasromanas.planetaclix.pt/#lisboaalter
Itinerário XV (15)

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