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Aquae Flaviae (Chaves)

Aquae Flaviae foi a designação romana para a principal cidade pré-romana dos Turodi, e que era designada por Oppidium Aquae Laiae.

A importância que adquiriu este núcleo urbano, levou-o à categoria de Município no ano 79 dC por decreto do Imperador Vespasiano, primeiro César da Família Flavia.

Situar-se-ia o imponente núcleo monumental e centro cívico da cidade no cerro envolvente da área hoje ocupada pela Igreja Matriz. O seu actual recorte lembra ainda o traçado de um acampamento romano, com o Forum, o Capitólio  e a Decumana que seria a rua Direita.

As Principais inscrições da Civitas Aquae Flaviae recolheram-se no largo principal. Trata-se de três inscrições consagradas

«Concórdia municipum minicipi Aquiflaviensis»

«Iupiter Optimus Maximus Municipalis»

E uma a Antonino Pio, o que poderá indicar a presença do fórum romano neste local da Cidade de Chaves.

De facto, neste perímetro foram encontrados os mais relevantes vestígios arqueológicos a testemunhá-lo, expostos no Museu da Região Flaviense, sendo de evidenciar uma lápide alusiva a um combate de gladiadores (em Outeiro Seco).

Vias romanas

Itinerarium Antonini Augusti

A importância de Aquae Flaviae deve-se em parte a sua situação privilegiada entre varias vias romanas que a cruzavam.

«Calçada romana, via XVII em São Lourenço (Chaves)
GPS N 41º 43′ 31,43” ,W 7º 25′ 37,1”»

 

Localizada na via principal de ligação entre Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga, Espanha), aberta do tempo de Augustus e que cruzava o Tâmega neste lugar.

O Itinerarium Antonini Augusti XVII, originalmente escrito no séc. III, indicando as estações de paragem ao longo da via  e respectivas distâncias medidas em milhas. Entrava na cidade vindo de Braga pelo Bairro de S. Bartolomeu onde apareceu um miliário junto à capela.

Os miliários estão na sua maioria nos seguintes museus:
Museu D. Diogo de Sousa
Museu da Região Flaviense
Museu Abade de Baçal

Parte deste itinerário XVII, a ligação Braga a Chaves foi decretado Monumento Nacional  – Decreto de 16-6-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910.

Uma ampla campanha de salvaguarda do património, promovida pelo Conselho Superior dos Monumentos Nacionais promoveu a sua inclusão na primeira grande listagem de “monumentos nacionais”, decretada em 1910, num testemunho claro da relevância que os vestígios arqueológicos iam assumindo entre nós, e, especialmente, no seio das esferas de decisão política nacional.

Tabulas de Astorga –

As chamadas Tabulas de Astorga são um conjunto de quatro placas de argila, cada uma contendo um itinerário da Hispânia romana, das quais só a Tabula IV se refere ao actual território português apresentando um itinerário alternativo entre Astorga e Braga.

Este itinerário é uma combinação das vias 17 e 18 dos Itinerários de Antonino. A placa indica uma rota idêntica à via 17 no troço entre Asturica e Ad Aqvas em Chaves, mas a partir daqui rumava para Noroeste, talvez por Montalegre, até atingir Aqvis Origini, estação pertencente à via 18 ou Via Nova. Daqui rumava a sul por esta via até Bracara, atravessando a Serra do Gerês pela Portela do Homem e passando na Mansio Salaniana. As distâncias indicadas não concordam com as dos Itinerários de Antonino sendo bastante inferiores (nova via,erro ou diferentes unidades?).

Ponte Romana – Os dez povos que a construíram

A ponte romana sobre o Rio Tâmega é actualmente o legado mais importante do império em “Aquae Flaviae”.

Foi concluída no tempo do Imperador Trajano, entre o fim do século I e o princípio do século II d.C. É uma obra notável de engenharia, com cerca de 150 metros de comprimento. Os 12 arcos visíveis são de volta perfeita e formados por enormes e robustas aduelas de granito. No entanto, há pelo menos mais seis arcos soterrados pelas construções, de um lado e do outro do rio. A meio da ponte estão implantados dois documentos epigráficos de carácter honorífico em tributo das gentes flavienses e dos dez povos que ajudaram na sua construção.

Padrão dos Povos – Período de governo do Imperador César Vespasiano Augusto. Século – I; Ano – 79 dC., achado no leito do Rio Tâmega, junto à Ponte Romana em 1980 e actualmente no Museu da Região Flaviense:

(Foto de Fernando DC Ribeiro)

Inscrição:

IMP (eratori) CAES (ari) VE [sp (asiano) AVG (usto) PONT (ifici)] / MAX (imo) TRIB (unicia) POT (estate) [X IMP (eratori) XX P (atri) P (atriae) CO (n) S (uli) IX] / IMP (eratori) VESP (asiano) CAES (ari) AV [g (usti) F (ilio) PON (ifici) TRIB (unicia) / POT (estate)] VIII IMP (eratori) XIIII CO (n) S [s (uli) VII] / G (aio) CALPETANO RA [ntio Quirinali] / VAL (erio) FESTO LEG (ato) A [ug (usti) PR (o) PR (aetore)] / D (ecimo) CORNELIO MA [eciano Leg (ato) AUG (usti)] / L (ucio) ARRUNTIO MAX [imo Proc (uratori) AUG (usti)] / LEG (ioni) º VII GEM (inae) [Fel (ici)] / CIVITATES [X] AQUIFLAVIEN [ses Aobrigenses] / BIBALI COEL [erni Equaesi] / INTERAMIC [i Limici Aebisoci] / QUARQUE [r] NI TA [magani]

Interpretação:

Estas dez civitates (povos), a saber, Aquiflaviense, Aobrigenses, Bíbalos, Coelernos, Equésios, Interâmicos, Límicos, Aebisocos, Quaquernos e Tamaganos fazem a presente dedicatória ao César Imperador Vespasiano Augusto Pontífice Máximo, quando gozava da vigésima potestade tribunícia, Pai da Pátria, cônsul pela nona vez. Do mesmo modo ao César Imperador Vespasiano, filho de Augusto, Pontífice, gozando da oitava potestade tribunícia e da décima quarta imperatória, cônsul pela sexta vez (damnatio memoriae de Dimiciano). Também a Caio Calpetano Râncio, Quirinal Valério Festo, Legado Propretor de Augusto, a Décio Cornélio Maeciano, Legado de Augusto, a Lúcio Arrúncio Máximo, Procurador de Augusto e, finalmente, a Legião Séptima Gémina Feliz.

Embora não exista certezas quanto a data da sua edificação, é aceitável a hipótese concebida a partir da interpretação das inscrições das duas colunas comemorativas que se erguem na ponte, que a obra tenha começado no tempo do Imperador Flávio Vespasiano  e se tenha concluído em 104 dC.

Para alguns especialistas a coluna denominada “padrão dos povos” assinala o início da edificação da ponte, embora se saiba pela data que a coluna é do tempo de Vespasiano, o seu nome foi apagado a escopro.

De facto nenhum monumento romano apresenta o seu nome, pois após o seu assassinato em 96 dC, o senado romano ordenou que seu nome fosse eliminado de todos os monumentos para que assim desaparecesse a má memoria da sua cruel tirania na historia de Roma.

A segunda inscrição data de 104 dC, na época do Imperador Trajano, trata-se de uma cópia executada em época indeterminada e refere a conclusão da obra com a contribuição dos Flavienses.

Legião Romana – Legião VII Gemina Félix

No Ano 79 dC. esta Legião é referida no Padrão dos povos, encontrado em Chaves e que faria parte da ponte romana.

LEG (ioni) º VII GEM (inae) [Fel (ici)]

Alguns investigadores apontam para uma presença permanente de um destacamento da Legião na Cidade Romana de Aquae Flaviae (Chaves) e distribuíram pequenas fortificações pelas alturas circundantes, aproveitando, para tais guardas-avançadas, alguns dos castros conquistados.

Edificaram, presumivelmente, a primeira muralha que envolveu o aglomerado populacional; construíram a imponente ponte de Trajano, sobre a via Bracara-Asturica; tiraram proveito das águas quentes minero-medicinais, implantando balneários termais; controlando a exploraração filões auríferos e outros recursos do solo e subsolo.

As ultimas escavação arqueológica no quarteirão atrás da Adega Faustino na cidade de Chaves foram concluídas não sendo a área musealizada, contudo o arqueólogo responsável, Sérgio Carneiro, encontrou associados aos muros do complexo termal, materiais anteriores ao final do século I antes de Cristo, ou seja, antes do que se pensa ter sido a fundação da Aquae Flaviae. O quarteirão “poderia ser um acampamento militar, contemporâneo da abertura da estrada de Braga a Astorga, o que faz recuar a data de fundação da cidade consideravelmente”.

As moedas antigas de cunhagem militar e com marcas de uma legião estabelecida na actual cidade de León encontradas no terreno indiciam a existência de um acampamento secundário dessa legião, fundada no contexto das Guerras Cántabras, na qual as Astúrias e Cantábria foram as últimas províncias a resistir à conquista romana. “Foram guerras muito duras e nesse contexto é que foram feitas estas estradas de penetração no Interior para os exércitos poderem entrar”

Estas moedas e outras cerâmicas antigas achadas integrarão o espólio do futuro Museu das Termas Romanas, que está em fase final de elaboração do projecto de execução e cuja empreitada deve ser lançada a concurso em breve.

 

Termas romanas

Disponha de Termas que aproveitavam as nascentes de aguas carbonatas, com características minero-medicinais, ainda hoje existentes nas margens do Tâmega.

(Foto de Fernando DC Ribeiro)

 

Aquae Flaviae era uma verdadeira estância termal no período romano, o balneário, que constituiria o núcleo definidor do aglomerado urbano, deveria ocupar uma grande parte da área total da cidade.

Tratavam-se de termas de tipo terapêutico, muito diferentes tanto em forma como em função das termas higiénicas comuns a todas as cidades romanas. Eram vocacionadas para o tratamento de doenças e este facto, junto com o de estarem, seguramente, associadas a um centro de culto dedicado à divindade que se julgava propiciar os efeitos benéficos das suas águas, atraíam gente de diversos lugares, por vezes bem distantes.

Tendo em conta as informações de que, durante as obras de construção do Cine Teatro de Chaves, em 1964, distante cerca de 200 m. do local das escavações recentes, apareceram tanques e canalizações em tudo semelhantes às agora descobertas, bem como o número e capacidade das condutas de escoamento das águas, o complexo termal ocuparia cerca de um terço da área urbana da cidade romana, e teria uma volumetria só comparável, em contextos provinciais, à de Aquae Sulis, na Britania, (actual Bath, Inglaterra)

(Foto de Fernando DC Ribeiro)

 

Quanto à cronologia do edifício, apenas se poderá referir, de momento, que o seu abandono se terá dado, como indicam os materiais selados pelos derrubes associados ao colapso da abóbada de cobertura, no último quartel do Séc. IV d.C. Não se dispondo de elementos que permitam avançar para a datação da construção ou remodelações que este terá sofrido.

Escavações arqueológicas das Termas

Em 2004  a Câmara Municipal de Chaves projectou para o Largo do Arrabalde um parque de estacionamento tendo a Edilidade contratado Armando Coelho da Silva para que procedesse à abertura de três sondagens arqueológicas. Na segunda das sondagens previstas foi encontrado um pavimento em lajeado granítico de aparelho muito perfeito e datação romana, que indiciava a presença no local de estruturas monumentais bem conservadas desta época. Dado que nascia água quente no canto da sondagem, pôs-se desde logo a hipótese de se tratarem das termas romanas da cidade.

A monumentalidade das estruturas descobertas; a sua proximidade à ponte romana; o facto de, das numerosas intervenções arqueológicas até agora realizadas na cidade, quer de iniciativa pública quer privada, poucas terem resultado na musealização do património exumado; e, finalmente, o grande interesse científico que os achados poderiam vir a ter, quer por serem os primeiros vestígios de um edifício público encontrados na cidade em contexto de escavação, quer pelo aparente bom estado de conservação do registo arqueológico, levou a Câmara Municipal, e muito bem, a requer o estatuto de Monumento Nacional. O local está projectado a musealização dos vestígios encontrados e onde serão colocados os achados arqueológicos encontrados.

Espolio das escavações realizadas na área das Termas

De entre estas peças destaca-se um pirgo (torre para lançar dados de jogar) em opus interassile de bronze que constitui um dos três únicos exemplares deste tipo de objecto existentes no mundo (os outros dois encontram-se no Landsmuseum de Bona, na Alemanha e no Museu do Cairo, no Egipto).

(Foto de CM Chaves)

Um fragmento de cestaria forrada de cortiça que envolvia originalmente uma garrafa, de forma a conservar a temperatura da água no seu interior, vários pentes em madeira, uma turquês em ferro perfeitamente conservada, uma ampulla (garrafa achatada e larga com duas asas) em madeira com uma inscrição no exterior, uma taça baixa em madeira, diversos objectos de adorno em madeira, metal e osso, como anéis, braceletes e pulseiras, contas em madeira osso vidro e cornalina. Um autêntico tesouro.

(Foto de CM Chaves)

 

Fragmento de um elemento arquitectónico em mármore com uma moldura de folhas de acanto. (Foto de CM Chaves)

Aqueduto de Aquae Flaviae

Admite-se que o abastecimento de agua a esta cidade tenha compreendido varias estruturas, das quais se reconhecem fontes, poços e um aqueduto, cujo a orientação pode indicar que o abastecimento desta Civitas fosse assegurado através de uma barragem datável do séc. I dC e de onde partia o aqueduto.

Subsistem dúvidas quanto ao trajecto adoptado para o aqueduto que teria uma extensão variável entre 2500m e 4100m.

Nas imediações da barragem existem vestígios do aqueduto, encontram-se pedras aparelhadas e um piscina limaria que evidencia a condução das aguas para Aquae Flaviae.

Barragem romana da Abobeleira

O abastecimento do centro urbano

A barragem romana da Abobeleira seria o principal abastecimento urbano com uma capacidade de 550 000 m3.

Os vestígios desta barragem cruzam o ribeiro de Sanjurge, seria construída por quatro muros sucessivos de opus incertum com cerca de 0,60m atingindo uma espessura total de 7,2m, o dique de contenção das águas tem uma altura de 17m.

Estes muros seriam construídos por blocos de graníticos e ligados em opus caementicium de dupla face, sendo o espaço intermédio preenchido com terra e materiais argilosos.

Os muros que arrancam da encosta são travados internamente por contrafortes, sendo que a impermeabilização garantida na base por uma camada de argila.

Em relação ao seu escoamento não foi detectado o canal de descarga, embora o transporte da água fosse efectuado por um aqueduto, do qual só se conserva um pequeno tramo inicial cavado no afloramento. A jusante do paredão, são ainda visíveis alguns vestígios do aqueduto terrestre que abastecia a cidade de Aquae Flaviae

No topo da encosta da margem esquerda num afloramento junto ao alicerce do muro da barragem está gravada a inscrição «HIC LEPIDI»

Alguns registos relacionam a barragem da Abobeleira com as minas romanas de Outeiro Machado mas difícil de comprovar dada a escassez de dados arqueológicos, idênticos aos observados em Tresminas.

Anfiteatro – Combate de Gladiadores

Uma inscrição (CIL II 2473)  a «Hermes Devoris» , consagrada por G. Cexaecius Fuscus, que poderá se identificar com um Flâmine conhecido em Tarraco (Tarragona, Espanha) e originário de Aquae Flaviae, de seu nome G. Ceraecius Fuscus.

O Altar foi dedicado por como agradecimento pelo êxito obtido num combate de gladiadores promovido por G. Cexaecius Fuscus.

«Exemplo de um Anfiteatro – Civitas romana na Bobadela»

 

Como Capital de civitas esta cidade teria anfiteatro embora não se conheça a sua localização, pelo que o combate poderá ter-se realizado em Aquae Flaviae

Há historiadores que defende que na época do Império Romano, a cidade de Aquae Flaviae se poderia estender até às actuais terras de Outeiro Seco, lugar onde a inscrição foi encontrada e um possibilidade para a localização do anfiteatro.

Os inúmeros vestígios romanos podem vir a confirmar essa teoria, Outeiro Seco poderia funcionar como a zona industrial Romana da cidade de Aquae Flaviae, onde, também se acredita que tivessem existido explorações mineiras de ouro no lugar de Lagares.

 

Minas de ouro na área da Civitas Aquae Flaviae

Os romanos chegaram aqui atraídos pelas riquezas minerais que abundavam nas profundezas do subsolo flaviense, com destaque para o metal nobre, o ouro. Ainda se podem ver fendas das minas romanas de ouro a céu aberto, na zona do Outeiro Machado, ou na do Campo Queimado.

Em Outeiro Machado foram encontradas diversas gravações na pedra, de diferentes tipos e formatos, nomeadamente, cruzes, colheres, ferraduras, pás e outros difíceis de interpretar. Merece destaque a representação de dois machados, que está na origem do nome atribuído ao local. (Imóvel de Interesse Público)

A queda da civitas Aquae Flaviae

A fluorescência da dominação romana verificou-se até ao século IV, apagando-se gradualmente com a invasão dos povos denominados vulgarmente por Bárbaros. As invasões dos Suevos, Visigodos e Alanos, provenientes do leste europeu, puseram termo à colonização romana.

As guerras entre Remismundo e Frumário  que disputavam o direito ao trono, tiveram como consequência uma quase total destruição da cidade, a vitória de Frumário e a prisão do Idácio, notável Bispo de Chaves.

 

Principais locais de Aquae Flaviae



1. Museu da Região Flaviense
(ver: http://www.portugalromano.com/2011/01/487/)
2. Ponte Romana de Aquae Flaviae (ou de Trajano)
3. Termas romanas
4. Barragem romana da Abobeleira
5. Inscrição que refere a luta de Gladiadores (possível localização do anfiteatro romano de Aquae Flaviae)
6. Villa ou Vicus Romana no Lugar da Granjinha
(ver: http://www.portugalromano.com/2011/01/villa-romana-da-granjinha/)
7. Minas de ouro em Outeiro Machado
Info:
Desejo agradecer a todas as pessoas que, directa ou indirectamente, contribuíram para a realização desta nota:
http://diarioatual.com/?p=20917
http://trasmontesdepaisagens.blogs.sapo.pt/150199.html
http://chaves.blogs.sapo.pt/319912.html
http://vale-de-anta.blogs.sapo.pt/tag/outeiro+machado
http://granjinha_cando.blogs.sapo.pt/tag/escava%C3%A7%C3%B5es+arqueol%C3%B3gicas

 

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4 Comments

  1. mcfsantos
    2011/12/30 at 11:40

    A minha querida cidade natal. Por mim designada de "a minha santa terrinha"! Já saudades… deixei-a ontem, com sol. Mas hoje sei que está coberta por um nevoeiro denso e que o frio a atacou, mais uma vez… Brrrr… Agasalhos nunca são demais! Mas… que falta já me faz aquele gente boa!


  2. mcfsantos
    2011/12/30 at 11:40

    Perdoem o "bairrismo", embora eu não seja dele defensora. Sou mais cidadã do Mundo. Mas, quando precisamos de referências, (e eu preciso tanto delas, tantas vezes!) é ao "berço" que as vamos buscar… Aos lugares, aos sabores, aos cheiros… À infância. Aos minúsculos recantos onde nos escondíamos dentro de nós para brincar ou para sonhar. E, com o passar dos anos, vamos perdendo contactos, vamos perdendo gente que era gente… A mãe partiu e a nossa terra parece chorar um pouco connosco, também. E é nas estrelas e no luar, à noite, e no sol ou na chuva, de dia, que conseguimos algum consolo e afago. Como se a nossa terra nos compreendesse melhor.


  3. mcfsantos
    2011/12/30 at 11:41

    Quanto ao vosso trabalho de investigação… quem sou eu para o comentar?!
    Excelente! Claro, objectivo!
    Obrigada por nos ajudarem a saber mais e melhor!!!


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