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Lenda de Concórdia – Cidade Romana “Mártires da Concórdia”

A Lenda

Nas terras onde hoje se situa Assentis, os romanos fundaram a cidade de Concórdia. Nesta  cidade viviam muitos cristãos que eram perseguidos pelos romanos (aqui foram descobertas presumíveis ossadas dos mártires da extinta cidade de Concórdia)

Daí o topónimo Assentis derivar de “assen”, uma derivação de “Loco de Sanctis”

No ano de 145 dc, os romanos mataram os cristãos.

S. Donato e 86 dos seus seguidores abandonaram a cidade de Concórdia que os romanos deixaram em  ruínas.

Os cristãos que se salvaram fugiram monte abaixo para as terras onde hoje fica Beselga de Cima.

Os cristãos fizeram crescer e desenvolver estas terras a que chamaram Besulci.

Besulci, Nova Cidade Romana, é hoje  Beselga de Cima.

Na Antiga cidade de Besulci, foi encontrada uma coluna de pedra trabalhada em espiral que comprova a presença de habitantes neste período romano.

Localização: Assentiz/ Beselga de Cima /Torres novas

N 39° 29′ 1.18″ , W 8° 36′ 39.53″

Resenha Histórica

Consta ter existido uma cidade, de seu nome Cidade de Concórdia, que ficaria a alguma distância do lugar de A-De-Longo.

Não se sabe a data da sua fundação, somente se sabe que a sua origem se deve aos romanos. Esta cidade estendia-se até à Ribeira de Beselga e os seus moradores foram apelidados de Concordenses por Plínio.

No reinado do Imperador Trajano (98 a 117), a cidade de Concórdia foi quase destruída. Este mandou 14 legiões para a cidade, de forma a tentar sufocar uma revolta que estava em decurso na Península Hispânica. As legiões provocaram tantos destroços na cidade que por pouco não foi destruída.

No entanto, a sua destruição completa deu-se no reinado do Imperador Antonino, O Pío (138 a 161), devido às perseguições feitas aos seus moradores, na maioria cristãos.

Foi destas perseguições que sugiram os Mártires da Concórdia, que em 145 padeceram pela fé cristã que professavam. Os primeiros a receber o glorioso martírio foram São Donato e os seus oitenta e seis companheiros. A seguir, foram também martirizados, São Secundino, São Romulo, Santo Estevão e Santa Catarina, todos residentes em Concórdia. Santa Catarina foi, mais tarde, proclamada Padroeira de A-De-Longo, em honra da qual foi construída uma capela. Junto desta existiu uma pedra que se diz ter sido o local onde Santa Catarina foi martirizada.

Existia também uma pedra no local denominado Santos Mártires onde, ainda há poucos anos atrás, o povo de Curvaceiras fazia as suas festas com missa campal em honra dos Santos Mártires. Diz-se que esta pedra serviu para martirizar os Cristãos da Cidade de Concórdia.

Foi recentemente levada do seu local original para a Quinta da Beselga (também Quinta de Cima).

(In http://www.distritosdeportugal.com/site_paialvo/resenha_historica.htm)

Registos  arqueológicos – Carta Arqueológica do Concelho de Torres Novas

(N.º: 48 ) – Forno Romano I,  Casais de Igreja, Assentis

SALETE, Ponte, 1995.

O forno romano foi descoberto acidentalmente quando se procedia à remoção de terras para a construção de um Centro de Dia, tendo ficado à vista a entrada de um forno em arco de volta perfeita. Esta estrutura estava coberta por cerca de 1m de terra e tinha boas probabilidades de estar preservada. A abertura de uma estrada nos inícios de 1998 destruiu parte do forno e veio colocar em perigo as estruturas ainda existentes. O sítio foi alvo de limpeza em 1996 por parte da Dr.ª Sallete da Ponte, a mesma tem um projecto de investigação que contempla a escavação do que resta do forno. (Igespar)

(N.º: 51) – Monte da Cividade, Epoca Romana, Assentis

GAMA, João, M. F. G. da, 1999,140 – 143.

O sítio localiza-se na margem direita da Ribeira da Bezelga, num cabeço com bom dominío sobre a paisagem. À superfície eram visíveis vários fragmentos de cerâmica manual, e uns alinhamentos que eventualmente poderão corresponder a linhas de muralha. (Igespar)

Carta Arqueológica do Concelho de Torres Novas (PDF)

(http://www.cm-torresnovas.pt/NR/rdonlyres/1802D292-1297-43E7-BE2F-47734AF23A60/0/Arqueologia.pdf)

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